Scott Simon da vitória a equipe Pro Tork em casa. Balbi vence a MX2

BRASILEIRO MX
12/04/10

Siqueira Campos, no Paraná, deu à largada para a temporada 2010 do Campeonato Pro Tork Brasileiro de Motocross

Antes de dar inicio ao texto, nós do MXracing gostaríamos de explicar e dar nosso ponto de vista sobre o momento que o Motocross brasileiro está atravessando.

O Paraná sempre conta com a presença de muitas mulheres bonitas

Estamos em Siqueira Campos acompanhando a abertura do Campeonato Pro Tork Brasileiro de Motocross, no entanto, o mais correto seria chamar a competição de Campeonato Pro Tork Rinaldi Motocross. Calma, vou explicar! A verdade é que até o mês de março, não sabíamos qual seria o futuro do nacional, nenhuma empresa até então tinha interesse em patrocinar a competição e a Honda já havia declarado que não faria mais parte do brasileiro de Motocross. Portanto, a CBM não teria como realizar o campeonato de 2010. Eis então que surge a Rinaldi, aquela empresa gaúcha que em 2009 havia sido totalmente prejudicada pela própria CBM. Isso, a Rinaldi surgia como uma luz no fim do túnel, com a chegada inesperada e surpreendente da fabricante de pneus, a Pro Tork resolveu se juntar e viabilizar a competição. O fato demonstrou a preocupção de ambas as empresas com a modalidade e a reposnsabilidade com todos que de alguma forma participam deste segmento. Acima de tudo, a atitude de ambas revelou um voto de confiança a esta entidade que vinha cometendo erros inaceitáveis; vamos acreditar que em 2010 estes erros não se repitam e que a temporada seja um sucesso. Agradecemos a Rinaldi e a Pro Tork por acreditar no esporte e, principalmente, por realizar uma grande etapa em Siqueira Campos, Paraná. Vamos às provas!


MX3

Nico Rocha venceu um acirrado duelo com seu companheiro de equipe Davis Guimarães

A bateria que abriu o Campeonato Pro Tork Brasileiro de Motocross foi a MX3. Os experientes pilotos entraram na pista com fôlego de criança e em uma disputa extremamente equilibrada, quem levou a melhor foi o público, que acompanhou um duelo emocionante. Davis Guimarães foi o mais rápido na largada, porém, teve sempre por perto a companhia de seus companheiros de equipe Nico Rocha e Milton Becker, o Chumbinho.

Davis Guimarães

O trio da Pro Tork comandou a bateria e Davis resistiu na liderança por quase metade da prova, enquanto isso, atrás do paranaense Nico tentava se desvencilhar de Chumbo que, inclusive, chegou a ganhar a segunda posição de Nico. Após conseguir o segundo posto de forma definitiva, Nico Rocha apertou o ritmo e passou a pressionar Davis. O duelo mais uma vez foi cheio de alternativas e ultrapassagens, até que Davis acabou saindo da pista e perdendo tempo. Só ai Nico teve um pouco mais de tranquilidade para levar sua moto até a bandeira quadriculada na frente. Davis, que chegou a perder a segunda posição para Chumbinho após sair da pista, retornou e recuperou a vice-liderança. Chumbinho sempre entre os líderes, comemorou mais um pódio no nacional.

O pódio ainda contou com a presença de Vagner Lachi e Nielsen Bueno. O atual campeão brasileiro de enduro re-estreou no Motocross com uma grande atuação e deu uma grande canseira em Lachi na briga pela quarta posição.

Resultado

1- Nico Rocha – 14 voltas
2- Davis Guimarães + 1.029
3- Milton Becker + 20.274
4- Vagner Lachi + 43.627
5- Nielsen Bueno + 45.762
6- Willian Guimarães + 1m 00s 251
7- Mariana Balbi + 1m 27s 910
8- Marcelo Agostini + 1m 32s 417
9- Marcio do Nascimento + 1m 34s 990
10- Alexandro Martins + 1m 44s 868
11- Marco Muller + 1m 48s 342
12- Erivelton Nicoladelli + 1 volta
13- Leo Lopes + 1 volta
14- Walter Tardin + 1 volta
15- Carlos Kettermann + 1 volta

65cc

Enzo Lopes venceu a categoria 65cc de ponta a ponta

Confirmando o favoritismo conquistado nos treinos, o gaúcho Enzo Lopes venceu praticamente de ponta a ponta a categoria 65cc. Atual campeão da 50cc e vice da 65cc, Enzo já havia sido o mais rápido ontem, e depois de largar em segundo, precisou de uma curva para superar José Brayan. Em duas voltas o líder construiu uma vantagem de pouco mais de 5 segundos que manteve até a chegada.

Kioman Navarro

Kioman Navarro garantiu a segunda posição, o goianinho precisou de algumas voltas para superar Brayan, mas depois que conseguiu a vice-liderança, pilotou tranqüilo até a bandeira quadriculada. Brayan também não teve dificuldades para assegurar uma vaga no pódio, já qua abriu uma grande vantagem para o quarto colocado.

O paulista Djalma Brito, a exemplo de Kioman e Brayan, pilotou a maior parte do tempo sozinho na quarta posição, assim como Matheus Galves, que terminou em quinto e completou o pódio deste categoria.

Resultado

1- Enzo Lopes – 10 voltas
2- Kioman Navarro + 9.239
3- José Brayan + 48.251
4- Djalma Brito + 1m 13s 348
5- Matheus Galves + 1m 33s 744
6- Daniel Reichhardt + 1m 49s 547
7- Adrian Castanheira + 1 voltas
8- Leonardo de Souza + 1 voltas
9- João Gabriel Michelin + 1 voltas
10- Yuri Campelo + 1 voltas
11- Gabriel Flora + 1 voltas
12- Mateus Mendonça + 1 voltas
13- Gabriel Fávero + 1 voltas
14- Leonardo Cassarotti + 1 voltas
15- Arthur Todeschini + 1 voltas

MX2

Jorge Balbi venceu a categoria MX2 depois de um bom duelo com Scott Simon

A MX2 era, sem dúvida alguma, uma das provas mais aguardadas do dia. E quando caiu o gate foi Eduardo Lima, da equipe Vaz/Kawasaki, quem pulou na frente e comandou as quatro primeiras voltas. Dudu segurou o pelotão comandado por Thales Vilardi, Scott Simon, Jorge Balbi e Marcello Lima até quando pôde. O americano, que começou a bateria em um ritmo alucinante, primeiro ultrapassou Thales, depois Balbi e em seguida superou Dudu.

Scott Simon sofreu uma pequena queda durante a prova, mas conseguiu o segundo lugar

Sem querer perder contato com Scott, Balbi também foi para cima de Thales que logo após perder a terceira posição, levou uma queda assustadora (apesar do susto o paulista nada sofreu). Dudu foi a próxima vitima de Balbi, que com o caminho livre, passou a tentar descontar a diferença para Scott. Foram necessárias algumas voltas para que o mineiro encostasse de vez no americano. Contudo, quando o duelo ia começar efetivamente, Scott acabou sofrendo uma pequena queda e se afastou da briga pela vitória. Sem a pressão do piloto Pro Tork, Balbi apenas administrou os minutos finais para vencer pela primeira vez no Brasil a bordo de uma 250F.

Scott terminou em segundo com Marcello Lima, o Ratinho, bem próximo na terceira posição. O paulista fez uma grande prova e depois de largar fora dos cinco primeiros, terminou no ritmo dos ponteiros na terceira posição. Dudu, que largou na frente e deu quatro voltas na liderança terminou em quarto. O gaucho Marçal Muller fechou o pódio da MX2 na quinta posição.

Resultado

1- Jorge Balbi – 20 voltas
2- Scott Simon + 11.076
3- Marcello Lima + 15.638
4- Eduardo Lima + 1m 04s 366
5- Marçal Muller + 1m 18s 017
6- Douglas Parise + 1m 24s 140
7- Massoud Nassar + 1m 25s 111
8- Humberto Martin + 1m 44s 167
9- Leandro Smakovicz + 1volta
10- Marcelo Maziero + 1volta
11- Jhonatan Batista + 1volta
12- Daniel Pessanha + 1volta
13- Higor Passos + 1volta
14- Raul Guilherme + 1volta
15- Daniel Portiolli + 1volta

230cc

Carlos Eduardo Franco

Correndo em casa, o piloto da Pro Tork, Carlos Eduardo Franco, não teve adversários na categoria 230cc. Após largar na terceira posição,Carlos Eduardo superou Richard Nunes, o Piaba, para depois dar início a uma disputa com Deni Marques. Mais rápido, não demorou para o sul-mato-grossense ultrapassar Deni e começar abrir vantagem rumo à vitória.

Richard Nunes, o Piaba

Deni Marques terminou a bateria na segunda posição a frente de Piaba, porém, após uma punição, o piloto de Goiânia perdeu alguns segundos e também a vice-liderança. Com isso, Piaba acabou no segundo posto, enquanto Deni ficou com o terceiro lugar.

Nivaldo Viana, da equipe 2B Duracell, foi o quarto colocado e Germano Vandresen fechou os cinco primeiros lugares.

Resultado

1- Carlos Eduardo Franco – 10 voltas
2- Richard Nunes + 11.117
3- Deni Marques + 18.435
4- Nivaldo Viana + 24.193
5- Germano Vandresen + 31.212
6- Murilo Tomazelli + 36.073
7- Cleverson Moreira + 37.525
8- Eduardo Rosing + 44.827
9- Murilo Bertate + 1m 20s 003
10- Vinícius Nalin + 1m 23s 390
11- Fabio Lucena + 1m 25s 031
12- Danny Oliveira + 1m 29s 068
13- Tiago Dutra + 1m 41s 511
14- José Benetti + 1m 54s 560
15- Marcelo Souza + 1m 58s 247

85cc

Anderson Amaral estreou com vitória na equipe 2B Duracell

Gustavo Roratto e sua KTM 105 cc 2T largaram na frente na categoria 85cc. Mas foi Anderson Amaral, que havia largado em terceiro, atrás de Roratto e Pepe Bueno, que liderou a bateria a partir da terceira volta. O paulista teve um rápido duelo com Roratto e, depois de conseguir superar o gaúcho, não foi mais ameaçado por ninguém até a bandeira quadriculada.

Cezar Zamboni

Depois de perder a liderança, Gustavo Roratto ainda perdeu mais quatro posições ao levar uma pequena queda. Quem se aproveitou do erro foi Cezar Zamboni, que havia tido uma má largada e vinha buscando posições em um forte ritmo. O piloto da cidade de Juína, no Mato Grosso, chegou a descontar boa parte da vantagem de Anderson, mas terminou mesmo em segundo.

Na terceira posição ficou com Gustavo Henrique. Enquanto Roratto, que chegou a liderar as primeiras voltas, só conseguiu o quarto posto. João Pedro completou o pódio desta categoria na quinta posição.

Resultado

1- Anderson Amaral
2- Cezar Zamboni
3- Gustavo Henrique
4- Gustavo Roratto
5- João Pedro Ribeiro
6- Rodrigo Riffel
7- Fillipe Souza
8- Matheus Luis
9- Enzo Lopes
10- Wilgner Francisco
11- Hallex Dalfovo
12- Northon
13
14-
15-

MX1

Scott Simon deu o troco em Jorge Balbi e venceu a categoria MX1, a principal da tarde

A corrida da MX1 foi uma verdadeira loucura, pelo menos nas voltas iniciais. Com os dois principais favoritos à vitória, Jorge Balbi e Scott Simon, largando no pelotão intermediário, quem aproveitou para dar umas voltinhas na frente foram Pipo Castro, Jose Felipe e Paulinho Stedile. O trio se revezou na ponta até que Scott Simon e Balbi, chegassem e assumissem definitivamente as primeiras posições.

Ratinho foi o segundo na categoria MX1

Em um ritmo muito forte, o piloto da Pro Tork tentou se manter distante de Balbi, que também vinha em uma tocada rapidíssima. Os dois rapidamente distanciaram-se e passaram a brigar pela vitória. Quando Balbi resolveu definitivamente atacar o americano, o mineiro acabou errando o encaixe de um salto e foi para o chão. Era o que Scott precisava para conquistar sua primeira vitória da carreira em solo brasileiro; de quebra, o piloto da equipe Pro Tork levou um carro zero quilometro como prêmio pela vitória.

Balbi ainda perdeu a segunda posição para Marcello Lima, o Ratinho. O piloto da equipe Vaz/Kawasaki andou muito bem e não teve problemas para assegurar o segundo posto na principal categoria do dia. Já Balbi teve muito trabalho para manter-se em terceiro, pois depois da queda o mineiro perdeu ritmo e nas voltas finais foi muito pressionado por Dudu Lima, que por muito pouco não roubou o terceiro lugar do piloto da 2B Duracell na última curva.

O catarinense Pipo Castro, dono do holeshot, completou o pódio na quinta posição.

Resultado

1- Scott Simon – 19 voltas
2- Marcello Lima + 17.290
3- Jorge Balbi + 26.350
4- Eduardo Lima + 26.850
5- Christophe Castro + 49.942
6- Roberto Castro + 50.371
7- Massoud Nassar + 1m 20s 198
8- Milton Becker + 1m 36s 154
9- José Felipe + 1m 41s 450
10- Deni Marques + 1m 52s 008
11- Jhonatan Batista + 1 volta
12- Victor Feltz + 1 volta
13 – Ariel Muller + 1 volta
14- Renan Baier + 1 volta
15- Carlos Emerson + 1 volta

Texto: MXracing / Fotos: Cesar Araujo





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