MXoN: Correndo em casa, França defende o título e conquista a vitória da 69ª edição

MX DAS NAÇÕES
28/09/15

 Redação MX Racing – Por: Ernani Lee Teixeira – Fotos: César Araújo / Yamaha-Racing / MXGP

 
Evento aconteceu neste final de semana dos dias 26 e 27 em Erneé, França. O Brasil foi bem representado e chegou muito perto da classificação para as provas finais
 

Pódio MXoN 2015

A França levou mais um Motocross das Nações e isto não era um objetivo muito longe de ser alcançado visto que eram os grandes favoritos, não só por estarem correndo em casa, mas também pela grande seleção que montaram. Coisas que já dissemos aqui anteriormente. A apostas subiram ainda mais para o lado francês quando Gautier Paulin (MXGP), Marvin Musquin (MX2) e Romain Febvre (Open) venceram todas as baterias classificatórias. Entretanto, muita coisa rolou até a bandeirada final ser agitada, e os franceses tiveram que suar a camisa para vencer e evitar que a Chamberlain Trophy fosse arrancada de suas mãos na própria casa. E pelos americanos! Os EUA chegaram bem próximos de estragarem a festa e o título só foi definido na linha de chegada da última bateria.
 

Romain Febvre

Race 1 – MXGP + MX2
 
A primeira bateria já foi uma prévia do que é feito um Motocross das Nações: com MUITA adrenalina e disputas de arrepiar! Os protagonistas da Race 1 foram Justin Barcia e Marvin Musquin. EUA x França. O circuito era de grandes subidas e descidas, o que tecnicamente favoreceria as 450s, certo? Errado! Se você for um Marvin Musquin, correndo no seu país de origem, defendendo o título e com milhares de fãs alucinados gritando e acelerando motosserras na arquibancada, esta “lei” não se aplica a você.
 
Os dois pilotos brigaram pela liderança e Musquin colocou sua 250f na bota de Barcia, porém, acabou se empolgando demais e foi ao chão bem na frente da platéia, caindo para o 4º lugar logo atrás do russo Evgeny Bobryshev e do alemão Max Nagl. O americano Jeremy Martin vinha na 5ª posição e tentou aproveitar o erro do seu rival do AMA Motocross, mas Musquin, que rodou 2 segundos mais rápido que todos os seus adversários na bateria, voltou a acelerar forte e se distanciou.
 

Justin Barcia

Quem superou qualquer expectativa foi o neo-zeolandês Ben Townley que estava praticamente aposentado mas voltou a alinhar no MXoN para defender seu país, e fez isto com grande estilo recebendo a bandeirada à frente do vencedor da classificatória, e defensor do título, Gautier Paulin, na 6ª posição. Paulin, depois de um tombo, foi 7º colocado.
 
Resultado Race 1
1. Justin Barcia (USA, Yamaha), 35:41.061;
2. Evgeny Bobryshev (RUS, Honda), +0:13.103;
3. Maximilian Nagl (GER, Husqvarna), +0:16.316;
4. Marvin Musquin (FRA, KTM), +0:19.053;
5. Jeremy Martin (USA, Yamaha), +0:25.080;
6. Ben Townley (NZL, Honda), +0:36.939;
7. Gautier Paulin (FRA, Honda), +0:39.665;
8. Shaun Simpson (GBR, KTM), +1:00.544;
9. Valentin Guillod (SUI, Yamaha), +1:03.697;
10. Jeremy Seewer (SUI, Suzuki), +1:15.508
 
Resultado por Equipes (após Race 1)
1. EUA
2. França
3. Estonia
4. Suíça
5. Holanda
 
Race 2 – MX2 + Open
 

Marvin Musquin

Com o Team USA tomando a ponta da tabela com a vitória de Justin Barcia e o 5º lugar de Jeremy Martin, os franceses começaram a sentir a pressão da disputa. Os nervos só pioraram quando Cooper Webb largou na frente para fazer o Holeshot da Race 2 e garantir mais 1000 euros na conta dos americanos, deixando o britânico Dean Wilson para trás na curva 1.
 
Mas era apenas o começo e a França ainda tinha sua melhor carta na manga, chamada Romain Febvre. Carta esta que largou na 3ª posição atrás de Wilson e logo fez a ultrapassagem para perseguir o ponteiro. Se já era difícil segurar Febvre no Mundial, dá pra imaginar o que seria ver o francês correr em casa com a torcida à seu favor, ainda mais brigando com os americanos. O grau de êxtase foi a mil quando as duas Yamahas se encontraram na pista, com Febvre tomando a liderança. Webb não deixou barato e manteve pressão no piloto da casa, mas acabou indo ao chão ao tentar trocar de traçado para evitar um retardatário. O americano retornou à pista sem perder posições para ficar com o 2º lugar.
 
Enquanto isto a briga pelo 3º lugar também esquentou quando o belga Jeremy Van Horebeek se viu nas garras das 250s de Musquin e Jeremy Martin, que deixavam Wilson cair para o 6º lugar. Musquin tirou forças da torcida novamente para fazer uma excelente ultrapassagem sobre Van Horebeek e tomar a 3ª colocação, deixando Martin atrás do belga.
 

Cooper Webb e Romain Febvre

Resultado Race 2
1. Romain Febvre (FRA, Yamaha), 35:38.570;
2. Cooper Webb (USA, Yamaha), +0:03.133;
3. Marvin Musquin (FRA, KTM), +0:10.889;
4. Jeremy Van Horebeek (BEL, Yamaha), +0:15.384;
5. Jeremy Martin (USA, Yamaha), +0:19.463;
6. Dean Wilson (GBR, KTM), +0:40.540;
7. Glenn Coldenhoff (NED, Suzuki), +1:05.159;
8. Tanel Leok (EST, Kawasaki), +1:14.771;
9. Pascal Rauchenecker (AUT, KTM), +1:23.712;
10. Jeremy Seewer (SUI, Suzuki), +1:25.074
 
Resultado por Equipes (após Race 2)
1. EUA
2. França
3. Estonia
4. Suíça
5. Holanda
 
Race 3 – MXGP + Open
 
Com a torcida gritando mais alto que os motores 450, o suíço Fillip Bengtsso e o neo-zeolandês Ben Townley disputaram a primeira curva. Mais atrás vinha o monstro francês, Romain Febvre, seguido do russo Evgeny Bobryshev e do belga Ken De Dycker. Os EUA entraram no gate com a liderança da tabela de pontuação geral, mas santo dos franceses era forte e os dois americanos autores dos Holeshots da Race 1 e 2, Justin Barcia e Cooper Webb, não tiveram boas largadas.
 
Febvre fez o dever de casa e logo assumiu a liderança depois de uma corrida de arrancada pela reta de largada contra Townley. Este, por sua vez, não conseguiu recuperar o posto, mas teve uma prova para lá de surpreendente mantendo o 2º lugar. Os americanos fizeram uma prova de recuperação incrível, com Webb acelerando com sangue nos olhos para subir na tabela, ultrapassando até mesmo seu companheiro de equipe, Barcia.
 

Gautier Paulin

Entretando, logo após passar por Barcia, Webb acabou deixando sua moto morrer e perdeu segundos preciosos para religá-la. Mais do que a perda de tempo, foi a quebra do ritmo em que vinha. Sendo assim, ficou para Barcia o trabalho de ir atrás do adversários. Bam-Bam acionou o modo insano e tomou o lugar de Paulin e Bobryshev para cruzar a linha de chegada em 3º. Webb tentou um ataque final para arriscar uma ultrapassagem de última hora em Paulin, mas sem sucesso.
 
Sendo assim, foi uma tremenda festa quando Febvre cruzou a linha de chegada para um final de semana perfeito vencendo todas as provas que disputou na Open Class. Paulin finalizou apenas em 4º na MXGP, e Musquin ficou com a vitória na MX2, assim como a vitória no MXoN 2015 com a França conquistando um fato inédito em sua história ao defender o título da competição.
 
Team USA ficou à 2 pontos de erguer o Chamberlain Trophy na casa do rival, mesmo com Justin Barcia vencendo a MXGP e Jeremy Marvin e Cooper Webb ficando com o 2º lugar em suas respectivas classes. A Bélgica também fez da última bateria uma prova de salvação, subindo da 6ª para a 3ª colocação nos últimos minutos garantindo um lugar no pódio.
 


Resultado Race 3 – MXGP + Open
1. Romain Febvre (FRA, Yamaha), 35:29.211;
2. Ben Townley (NZL, Honda), +0:03.179;
3. Justin Barcia (USA, Yamaha), +0:04.708;
4. Evgeny Bobryshev (RUS, Honda), +0:13.119;
5. Gautier Paulin (FRA, Honda), +0:14.435;
6. Cooper Webb (USA, Yamaha), +0:15.539;
7. Jeremy Van Horebeek (BEL, Yamaha), +0:39.713;
8. Dean Wilson (GBR, KTM), +0:45.383;
9. Ken de Dycker (BEL, KTM), +0:54.619;
10. Glenn Coldenhoff (NED, Suzuki), +0:57.639
 
Resultado MXoN 2015
1. França
2. EUA
3. Bélgica
4. Estonia
5. Suíça
6. Holanda
7. Australia
8. Nova Zelândia
9. Alemanha
10. Áustria


Team Brasil

Depois de chegarem muito próximo de uma classificação direta após as classificatória do sábado, dia 26, do Motocross das Nações 2015 em Erneé, na França, o Brasil entrou para o grupo da repescagem que aconteceu na manhã do domingo, dia 27.
 

Jean Ramos

Motivados pela boa performance do time no dia anterior, Thales Vilardi, Fabio Santos e Jean Ramos foram para o tudo ou nada na B-Final. A prova contou com a presença de grandes nomes no gate, inclusive do atual campeão mundial da categoria MX2, Tim Gajser, da Eslovênia.
 
Mesmo assim os brasileiros não se intimidaram e foram em busca da vitória para ficar com a última vaga das baterias finais. Jean Ramos foi novamente o melhor piloto da equipe, andando boa parte do tempo na briga do top 5. Thales Vilardi também acelerou forte, se colocando entre os 10 primeiros, resultado este que mantinha o Brasil no 3º lugar da geral, atrás da Eslovênia e Japão.
 
O Brasil deixou uma boa oportunidade escapar quando os times à sua frente cometeram erros, porém, Jean Ramos também foi ao chão, assim como Fabio Santos. Ao final da bateria a equipe verde-amarela ficou com o 8º lugar na soma dos resultados. Thales Vilardi com o 11º posto, Fabio Santos com o 20º e Jean Ramos, com seu resultado descartado, em 28º.
 
O Team Brasil 2015 conta com o patrocínio da Circuit, Grupo Geração e Motul. E os co-patrocinadores são: ASW, Pirelli, SigVisual, Rock Parts & Racing, Jorge Negretti, MR Pró, Subs27, 100%, JK Racing, HGS Exhausts e LCM Covers.




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