MXoN: O que esperar do Motocross das Nações neste final de semana

MX DAS NAÇÕES
25/09/15

 Redação MX Racing – Por: Ernani Lee Teixeira – Fotos: PC / Yamaha-Racing / Racer X Online / César Araújo

 
Lista dos pilotos que alinharão no gate, França defendendo o título em casa, Team USA querendo vingança e seleção brasileira em busca da classificação
 
A cidade de Erneé, na França, está há poucas horas de receber uma das maiores provas do calendário mundial, o Motocross das Nações, que acontece neste final de semana dos dias 26 e 27 de setembro. A competição chega a marca de 69 edições realizadas, e este ano temos alguns ingredientes que vão deixar a disputa ainda mais interessante.
 
1. Confira a lista dos países inscritos, e seus respectivos pilotos

 


2. Team France querendo manter o trono
 

Gautier Paulin

No ano passado houve uma certa polêmica quando a França anunciou seu time para o MXoN 2014, que parecia ter sido feito uma “panilinha” com os pilotos da Monster Energy Kawasaki. A equipe foi composta por Gautier Paulin, Dylan Ferrandis e Tommy Searle. Paulin era escalação certa, e talvez o mesmo poderia ser dito sobre Searle, porém, muitos acharam que a França estava dando um tiro no pé quando convocaram Ferrandis no lugar de Musquin, que vinha fazendo uma excelente temporada no AMA. Esses muitos acabaram queimando a lingua, e a vitória ficou com os franceses.
 

Romain Febvre

Agora sobre a escalação deste ano, a França não montou um time para o Nações, e sim uma equipe de Exterminadores! Na MXGP (antiga MX1) a seleção conta com a experiência de Gautier Paulin, que foi o grande responsável pelo título de 2014 quando venceu nada menos que as duas baterias que alinhou no ano passado. E para completar, Paulin é o vice-campeão mundial deste ano. Na MX2, a federação francesa não cometeu o mesmo “erro” e resolveu ligar para Marvin Musquin, que chegou perto, mas MUITO perto, de se consagrar o campeão da MX2 do AMA Motocross. E para completar o exército, que tal acrescentar o campeão mundial? Sim, eles tem o campeão mundial de 2015 na equipe, Romain Febvre, na Open. Achou pouco? Então vamos dar uma boa dose de empolgação a eles e dizer que estão defendendo o título, e CORRENDO EM CASA!!! Acho que agora deu para entender o que os adversários estão prestes a enfrentar.
 
3. Team USA em busca de vingança
 

Team USA

Os americanos sempre foram as grandes estrelas da competição e todo ano entram para vencer, assim como fizeram de 2005-2012 conquistando 7 títulos consecutivos. Acontece que, desde então os Estados Unidos não sabem o que é levantar a Chamberlain Trophy, e querem colocar um fim neste regime de vitórias. O Dream Team (Time dos Sonhos) deste ano poderia ter sido formado por Ryan Dungey na MXGP, Jeremy Martin na MX2 e Eli Tomac na Open, mas Tomac se lesionou no início da temporada depois de dominar as 5 primeiras baterias do AMA MX e Dungey optou tirar umas férias, já que seu calendário de provas estava muito apertado. Vale lembrar que, diferente daqui no Brasil onde nosso campeonato nacional tem apenas 6 etapas no ano, com mais 5 de Arena Cross (isto quando tudo dá certo!), lá nos EUA são 17 rodadas do Supercross e 12 de Motocross, fora eventos extras como o Monster Energy Cup e Red Bull Straight Rythym, provas nas quais Dungey já tem presença confirmada.
 

Cooper Webb

Para esta edição, os EUA convocaram um trio de pilotos Yamaha para representarem o país. Justin Barcia é o nome americano da MXGP. Barcia já tem experiência no evento e quer provar que tem garra para levar um par de vitórias. Na MX2, ninguém melhor do que o campeão da 250 do AMA MX, Jeremy Martin, que vai para apagar as lembranças do último Nações, onde o piloto quebrou o pé em um tombo. A novidade veio com a convocação de Cooper Webb para andar de 450 na Open (seria uma “panelinha” da Yamaha?). Se alguem tinha dúvidas sobre o desempenho do garoto, as respostas foram encontradas na final do Mundial em Glen Helen, EUA, depois que Webb cruzou a linha de chegada da primeira bateria à menos de 1 segundo de Febvre.
 
4. Seleção brasileira rumo à final
 

Team Brasil

A CBM montou… quer dizer, Manuel Carlos Hermano montou um forte time para este ano, que já por si só teria boas chances de um ótimo resultado neste MXoN. Thales Vilardi (MXGP) com uma sede enorme de participar da prova, Fabio Santos (MX2) que não é de muita conversa mas sabe muito bem fazer uma 250f falar, e Jean Ramos, o brasileiro que mais tem dado dor de cabeça para os gringos aqui no Brasil.
 

Fabio Santos

É uma equipe interessante, e arrisco dizer que talvez seja uma das melhores dos últimos anos. Além do talento, nossos pilotos ainda alinham no gate sem a pressão de largar ao lado de estrelas como Tony Cairoli, Ken Roczen, Kevin Strijbos, Clement Desalle, Ryan Villopoto, entre outros que assustam até mesmo nós que estamos do lado de cá da tela. Sendo assim, as chances são boas da bandeira verde-amarela ficar para a final no domingo. #GoTeamBrasil!!!




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